snobeira lisboeta
Às vezes ponho-me a pensar se me terei transformado numa snob ao viver fora tantos anos. Talvez já o fosse antes e, por isso mesmo, sentir que tinha que ir para conseguir voltar em paz. Misturo o inglês e o português, num mix desajeitado e, por vezes, não tão cuidado como deveria. Afinal, estamos a falar da menina que come livros enquanto lê a sopa à hora de almoço - obrigada avô, mal sabia que o livro um dia seria trocado pelo telemóvel, oh tamanha tristeza essa. Pois que a menina tornou-se mulher e, mesmo sem sempre saber o que quer, uma coisa é certa: há tanta ideia, tanta coisa nesta cabeça, que tem que ser partilhada, quer recebida desse lado, quer nem por isso.
Como já disse atrás, ou talvez não, a ideia deste blog é partilhar ideias, experiências e locais que vão surgindo quando me sento com o meu primo do Moleskine e um café americano ou copo de vinho. Muitos sentem que 'estou sozinha' mas, da minha modesta experiência, apesar de muitas vezes mais gente na mesa, raras foram as vezes em que assim me senti. As outras acabei acompanhada, mal ou bem ou assim-assim. Na verdade, mais facilmente me sinto sozinha em ambientes com os quais não me identifico nem com o penico (rimas fáceis), onde a frequência é infrequente, as meses estão sujas e o café vem morninho ou o bolo 'não é muito doce'. Isso sim, dramas da vida e não sentar-me sozinha num sitio bonito. Senão como viveriam todas estas solteiras e solteiros do mundo inteiro? Como? Toda esta gente tem direito a comer bem, a beber bem, a dançar bem, a estar bem, mesmo quando a conta fica pela metade e não é assim tão apetecível do ponto de vista do capital. Ou estou errada. Prosa mais complexa do que parece, numa sociedade que ainda vive nos padrōes antigos mas quer ser sempre nova, qual é o espaço destas solteiras e solteiros do final do séculos XXI que resistem ao Tinder e preferem 'a good old connection'? Ah pois, perder os medos e as manias e ir aos sítios. Pedir uma mesa para um(a), voltar a repetir, e sorrir. Ou então sentar ao balcão. Oh balcōes de Lisboa que são nossos amigos. Sugestōes? lembro-me de dois ou três os quais partilharei em breve. Para já, trabalhar.
Como já disse atrás, ou talvez não, a ideia deste blog é partilhar ideias, experiências e locais que vão surgindo quando me sento com o meu primo do Moleskine e um café americano ou copo de vinho. Muitos sentem que 'estou sozinha' mas, da minha modesta experiência, apesar de muitas vezes mais gente na mesa, raras foram as vezes em que assim me senti. As outras acabei acompanhada, mal ou bem ou assim-assim. Na verdade, mais facilmente me sinto sozinha em ambientes com os quais não me identifico nem com o penico (rimas fáceis), onde a frequência é infrequente, as meses estão sujas e o café vem morninho ou o bolo 'não é muito doce'. Isso sim, dramas da vida e não sentar-me sozinha num sitio bonito. Senão como viveriam todas estas solteiras e solteiros do mundo inteiro? Como? Toda esta gente tem direito a comer bem, a beber bem, a dançar bem, a estar bem, mesmo quando a conta fica pela metade e não é assim tão apetecível do ponto de vista do capital. Ou estou errada. Prosa mais complexa do que parece, numa sociedade que ainda vive nos padrōes antigos mas quer ser sempre nova, qual é o espaço destas solteiras e solteiros do final do séculos XXI que resistem ao Tinder e preferem 'a good old connection'? Ah pois, perder os medos e as manias e ir aos sítios. Pedir uma mesa para um(a), voltar a repetir, e sorrir. Ou então sentar ao balcão. Oh balcōes de Lisboa que são nossos amigos. Sugestōes? lembro-me de dois ou três os quais partilharei em breve. Para já, trabalhar.
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