Self-love is cringe AF
A não ser que estejas preparada. Ou preparado - eu sei que também vens aqui cuscar.
O poder do não é algo que me fascina. Curiosamente, não me tinha apercebido da sua importância até me por em situações de perigo. Perigo fisico, emocional e até energético. Nascemos numa sociedade onde se 'ser bonzinho e agradar os outros' é tão importante que nos esquecemos de cuidar de nós mesmos.
No ano passado fui viajar sozinha. Sabe-se lá como, ganhei coragem para fazer o que sempre quis e comprei um bilhete só de ida para a Ásia, deixando a volta no segredo dos deuses, e da humana. O primeiro livro que li, chegada a Bali após uns quantos dias em Kuala Lumpur - cidade à qual devo um dia tentar perceber o seu encanto, foi este. Tradução terrível em português mas que cumpriu a função de me acordar para a importância de dizer que não e definir barreiras pessoais como forma de sobrevivência e crescimento. Como em tudo na vida, podemos ler todos os livros, ouvir todos os conselhos, tentar o seguro, mas a verdadeira aprendizagem só chega aquando da tentativa-erro, geralmente com grande foco no último.
Todos os dias somos desafiados neste sentido, de nos conhecermos a nós mesmo e fazer melhor escolhas. Por melhores, falo de melhores para nós mesmos e não o certo ou errado religioso ou politicamente correcto. Por exemplo, posso querer ser vegetariano porque gosto muitos dos animaizinhos, mas não me sei alimentar desta maneira; quero proteger as florestas e está na moda, mas adoro fast fashion que está ainda mais; posso querer comportar-me como uma 'menina deve', quando tenho cá dentro uma mulher furacão que quer explodir a cada momento; posso dar um milhão porcento no trabalho que me dá 'aquele estatuto', mas chegar a casa e nem conseguir articular uma palavra de tão estoirada que estou.
A verdade é que, quando toca à nossa própria vida, ninguém sabe melhor o que é melhor para nós mesmos do que nós mesmos. Contudo, isto não é algo inato, como a necessidade de nos alimentarmos ou pertencermos, mas algo que tem que ser trabalhado. Com consciência, intenção e dedicação. Pensemos simples. Todos os dias temos que cuidar do nosso corpo. Descansarmos, alimentarmo-nos, tomar banho, lavar os dentes, mexer as articulações. Isto são tarefas basilares e simples, mas que requerem rotina, muitas incutidas desde jovem idade. Ora, o que talvez não tenha sido tão claro, muito menos ensinado na escola, é que temos o mesmo dever para connosco mesmo no que toca a cuidar da nossa mente e energia, isto é, emoções e bem estar-geral, como um todo e não separadamente.
Pensemos juntos. Dizer que não a um hamburger do Mc Donald's e comer um peixinho grelhado com brócolos é cuidar de nós. Tal como dizer que não ao convite de uma amiga que adoramos mas que 'nos tira a energia' toda é cuidar de nós'. Dizer que não a um homem chato que conheceste no Tinder é cuidar de nós. Dizer ao chefe que ' está doido, faz tu' é cuidar de nós, se for dito com cuidado. Senão é veneno. Tal como na natureza, onde as mães ensinam as crias a protegerem-se dos perigos, também nós, na selva urbana temos que aprender a cuidar de nós mesmos, mesmo quando não aprendemos mais cedo.
Onde quero chegar com isto? Apenas relembrar que dizer não é dizer que sim à vida. Tal como self-care e self-love são os maiores superpoderes que podemos cultivar nas nossas vidas. E que isso só se consegue tendo a coragem de estar connosco mesmos. Com o nosso lado messy e o messed-up; com os fantasmas e os egos, com as frustrações, a azia e as confusōes. Mas também com a conquista e a energia, a aspiração e a abundância, o amor e a esperança. Com o bom, o mau e o assim-assim, a chuva e o vento, o sol e o seu alento. Com carinho e contentamento. Com a floresta e o jardim, o mar e o Tejo. Comigo, contigo e connosco. Porque nosco é um.O é deixar rolar.
O poder do não é algo que me fascina. Curiosamente, não me tinha apercebido da sua importância até me por em situações de perigo. Perigo fisico, emocional e até energético. Nascemos numa sociedade onde se 'ser bonzinho e agradar os outros' é tão importante que nos esquecemos de cuidar de nós mesmos.
No ano passado fui viajar sozinha. Sabe-se lá como, ganhei coragem para fazer o que sempre quis e comprei um bilhete só de ida para a Ásia, deixando a volta no segredo dos deuses, e da humana. O primeiro livro que li, chegada a Bali após uns quantos dias em Kuala Lumpur - cidade à qual devo um dia tentar perceber o seu encanto, foi este. Tradução terrível em português mas que cumpriu a função de me acordar para a importância de dizer que não e definir barreiras pessoais como forma de sobrevivência e crescimento. Como em tudo na vida, podemos ler todos os livros, ouvir todos os conselhos, tentar o seguro, mas a verdadeira aprendizagem só chega aquando da tentativa-erro, geralmente com grande foco no último.
Todos os dias somos desafiados neste sentido, de nos conhecermos a nós mesmo e fazer melhor escolhas. Por melhores, falo de melhores para nós mesmos e não o certo ou errado religioso ou politicamente correcto. Por exemplo, posso querer ser vegetariano porque gosto muitos dos animaizinhos, mas não me sei alimentar desta maneira; quero proteger as florestas e está na moda, mas adoro fast fashion que está ainda mais; posso querer comportar-me como uma 'menina deve', quando tenho cá dentro uma mulher furacão que quer explodir a cada momento; posso dar um milhão porcento no trabalho que me dá 'aquele estatuto', mas chegar a casa e nem conseguir articular uma palavra de tão estoirada que estou.
A verdade é que, quando toca à nossa própria vida, ninguém sabe melhor o que é melhor para nós mesmos do que nós mesmos. Contudo, isto não é algo inato, como a necessidade de nos alimentarmos ou pertencermos, mas algo que tem que ser trabalhado. Com consciência, intenção e dedicação. Pensemos simples. Todos os dias temos que cuidar do nosso corpo. Descansarmos, alimentarmo-nos, tomar banho, lavar os dentes, mexer as articulações. Isto são tarefas basilares e simples, mas que requerem rotina, muitas incutidas desde jovem idade. Ora, o que talvez não tenha sido tão claro, muito menos ensinado na escola, é que temos o mesmo dever para connosco mesmo no que toca a cuidar da nossa mente e energia, isto é, emoções e bem estar-geral, como um todo e não separadamente.
Pensemos juntos. Dizer que não a um hamburger do Mc Donald's e comer um peixinho grelhado com brócolos é cuidar de nós. Tal como dizer que não ao convite de uma amiga que adoramos mas que 'nos tira a energia' toda é cuidar de nós'. Dizer que não a um homem chato que conheceste no Tinder é cuidar de nós. Dizer ao chefe que ' está doido, faz tu' é cuidar de nós, se for dito com cuidado. Senão é veneno. Tal como na natureza, onde as mães ensinam as crias a protegerem-se dos perigos, também nós, na selva urbana temos que aprender a cuidar de nós mesmos, mesmo quando não aprendemos mais cedo.
Onde quero chegar com isto? Apenas relembrar que dizer não é dizer que sim à vida. Tal como self-care e self-love são os maiores superpoderes que podemos cultivar nas nossas vidas. E que isso só se consegue tendo a coragem de estar connosco mesmos. Com o nosso lado messy e o messed-up; com os fantasmas e os egos, com as frustrações, a azia e as confusōes. Mas também com a conquista e a energia, a aspiração e a abundância, o amor e a esperança. Com o bom, o mau e o assim-assim, a chuva e o vento, o sol e o seu alento. Com carinho e contentamento. Com a floresta e o jardim, o mar e o Tejo. Comigo, contigo e connosco. Porque nosco é um.O é deixar rolar.
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